Resenha: Centelha Mortal - Lincoln Rhyme #9 - Jeffery Deaver


Editora: Record
Ano: 2017
Páginas: 504
*Acervo Pessoal
Lincoln Rhyme está de volta, em busca de um assassino que transforma a cidade de Nova York em sua refém. Um novo criminoso assola a cidade com uma arma invisível e onipresente na sociedade moderna: a rede elétrica. Quando um ataque ocorre e quase destrói um ônibus, as autoridades temem se tratar de um ato terrorista e por isso convocam Lincoln Rhyme, um dos maiores peritos criminais do mundo. Tetraplégico, ele escala a detetive Amelia Sachs e o oficial Ron Pulaski como seus olhos, ouvidos e pernas na análise da cena do crime. Conforme novos ataques acontecem, surgem cartas de exigências, o que leva a equipe a trabalhar contra o tempo e com poucas evidências para encontrar o assassino. Ou seriam assassinos? Ao mesmo tempo, Rhyme é consultor de outra investigação importante no México: ele busca o Relojoeiro, um dos poucos criminosos a conseguir escapar do perito criminal. Lidando com dois casos urgentes, a saúde de Rhyme é afetada, e ele precisa enfrentar mais uma batalha. No entanto, sua determinação em trabalhar apesar de suas limitações físicas ameaça colocar sua própria vida e a de seus aliados mais próximos em risco.
"Centelha Mortal" é o nono livro da série Lincoln Rhyme e é narrado em terceira pessoa. Como cada livro apresenta um caso diferente, é possível ler de forma independente e fora da ordem.
O livro é composto de 87 capítulos e dividido em 4 partes:

Parte I – O operador de emergência
Parte II – O caminho de menor resistência
Parte III - Energia
Parte IV – O último caso
“No centro de controle do vasto complexo da companhia Algonquin Consolidated Power and Lighting, à margem do East River, no Queens, em Nova York, o supervisor do turno da manhã franziu a testa ao ver as palavras em vermelho piscando na tela do computador.”
É com essas palavras que a história começa. Várias mensagens de falha vão aparecendo no computador da companhia elétrica e ninguém consegue entender o motivo, pois não há uma explicação lógica para ocorrer tantas falhas ao mesmo tempo. Esse é o princípio de uma história macabra, onde um indivíduo resolve utilizar a energia elétrica para ferir pessoas em prol da sua vingança pessoal.
O caso é tão único e diferente que a polícia não está preparada para lidar com isso. Como capturar ou interromper um crime que pode ocorrer em qualquer lugar?

É diante desse cenário que Lincoln Rhyme e Amélia Sachs são inseridos na história. Para quem assistiu a adaptação cinematográfica, deve se lembrar da excelente atuação de Denzel Washington e da Angelina Jolie (são eles que eu fico imaginando interpretando esses personagens durante a leitura). Lincoln ficou tetraplégico e sua vida ficou bem limitada. Sem sair da cama, ele usa sua genialidade para analisar as pistas recolhidas nas cenas dos crimes para montar o perfil do criminoso e entender seus motivos. Amélia, além de ser aquela que acompanha a polícia nas cenas, também tem uma mente com rápido raciocínio e auxilia bastante na investigação.

Os dois personagens são carismáticos e o leitor fica envolvido completamente com a história. Não é apenas o caso em si que é trabalhado no livro. Há também assuntos relacionados a vida pessoal dos personagens e algumas discussões importantes sobre a morte assistida, por exemplo.
“Porém, não antes que ouvisse um baque e um grito. Viu um homem de meia-idade que atravessava o beco, com um carrinho de compras de mercado. O pedestre foi atirado na parede e caiu no chão, o sangue escorrendo da cabeça.”
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa contêm detalhes que combina muito bem com elementos da história.
“O passageiro simplesmente desapareceu em meio a uma nuvem de labaredas brancas. A visão do motorista se reduziu a imagens acinzentadas. O ruído se assemelhava simultaneamente a estalos sucessivos e a tiros de escopeta, aturdindo seus ouvidos. Embora estivesse preso ao assento pelo cinto de segurança, ele se sentiu arremessado na janela lateral. Quase ensurdecido, escutou os ecos dos gritos dos passageiros. Quase cego, viu chamas. Ao perder os sentidos, o motorista imaginou que ele próprio poderia ser a origem do incêndio.”

6 comentários:

  1. Carolina!
    A adaptação é O colecionador de ossos? Um dos melhores filmes que já assisti até hoje.
    Não li ainda nenhum dos livros da série e fiquei tão interessada... Adoro de livros no estilo e poder embarcar nesse mistério todo e resolver o problema, me envolve muito na leitura.
    Desejo um mês repleto de realizações e um ótimo final de semana!
    “A vida guarda a sabedoria do equilíbrio e nada acontece sem uma razão justa.” (Zíbia Gasparetto)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE AGOSTO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  2. Olá já faz um bom tempo que vi o filme Colecionador de ossos e não sabia que tratava de uma série pensei que tinha apenas um livro,mas foi uma grata surpresa apesar de não ler muito livros deste gênero fiquei bem interessada nesta história .
    Bjs

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  3. Oi, Carolina!
    Sou fã da escrita de Jeffery Deaver e adoro os personagens! Sim, assisti o filme o Colecionador de Ossos e adorei. Já li o livro, e no momento estou lendo A Cadeira Vazia, Igualmente muito bom. Quero ler todos da série, que forem lançados por aqui.
    Super indico!
    Resenha muito bem escrita.
    Beijos.

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  4. Olá!
    Que livro interessante!
    Não tinha conhecimento dele, mas a trama e incrivél, uma investigação criminal que deixa o leitor ali curioso a procura de resposta para aquela situação. Eu gostei bastante da trama, tem aquele gênero que gosto muito.

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  5. Oi Carolina,
    É um crime diferente né, pena que não gosto do gênero.Já tinha ficado curiosa sobre a história e o porquê de ele ser tretaplégico, provavelmente foi em um dos outros livros. Não sei se leria, mas posso indicar pra quem gosta.

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  6. Oi! Que bom que os livros são independentes. Levei um susto quando li que era o nono livro e achei que ia ficar perdida na resenha hahaha Adoro livros do gênero, mas admito que não não conhecia o livro e nem sabia que tinha uma adaptação. Amo ver personagens inteligentes com um raciocínio super rápido. Sempre fico de queixo caído (já que, se dependesse de mim, um crime como esse levaria séculos para ser desvendado hahah) Beijos

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