Resenha - A Rainha de Tearling - A Rainha de Tearling #1 - Erika Johansen

7.6.17

Editora: Suma de Letras
Páginas: 352
Ano: 2017
*Recebido de ação pela Editora
Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda... ou uma tragédia
"A Rainha de Tearling" é o primeiro livro da série que leva o mesmo nome e é dividida em três partes: Livro I, Livro II e Livro III. A protagonista é uma jovem chamada Kelsea, que viveu isolada em um chalé com dois tutores. Kelsea é a filha da rainha Elyssa, uma rainha vista como fútil e mimada. Para manter Kelsea protegida e a aprender a ser uma boa governante, Kelsea foi enviada para o meio do nada na companhia de Barty e Carlin. A vida de Kelsea foi rodeada de estudos e isolamento, tendo conforto apenas nos livros.
“As histórias de fantasia eram as que mais mexiam com Kelsea, histórias de coisas que nunca haviam acontecido, histórias que a levavam para longe do dia a dia imutável do chalé.”
A trama começa com o dia em que a guarda real de Tearling aparece no chalé para escoltá-la, pois seu tio Thomas está no trono no momento e não quer abrir mão das regalias que esse poder traz. O reino inimigo é governado pela Rainha de Mortemesne que não quer de forma alguma que Kelsea chegue ao trono.
“Minha responsabilidade, pensou, e a ideia não lhe causou temor algum naquele momento, apenas uma extraordinária sensação de gratidão. Meu reino.”
Durante o trajeto veremos que um grupo de assassinos de aluguel foi contratado para assassinar Kelsea e a guarda que a rodeia.

"Ela temera ser rainha a maior parte de sua vida e sabia que estava mal preparada para a tarefa, embora Barty e Carlin tivessem feito seu melhor. Não crescera em um castelo, não fora criada com nenhum privilégio. A vastidão do país que iria governar a assustava, mas ao ver os homens e as mulheres trabalhando nos campos, alguma coisa dentro dela pareceu aflorar e respirar pela primeira vez. Todas aquelas pessoas eram sua responsabilidade."

Outro grupo que vai aparecer é um grupo de ladrões chefiado por um homem misterioso, cuja real identidade ninguém do reino conhece, mas que, por conta dos acontecimentos, é revelada para a protagonista. A interação entre os dois é interessante, pois estão constantemente se avaliando. Kelsea avalia se esse líder é alguém confiável, enquanto ele avalia se ela tem o necessário para ser uma rainha honrada e justa.

“Rainha Tear, você estará morta em uma semana ou será a monarca mais temível que este reino já conheceu. Não vejo meio-termo.”

Tearling está passando por graves problemas. O povo está infeliz, pobre e sofrendo com as privações e o acordo feito entre Tearling e Mortemesne. Acordo esse que custa a vida do povo e que um grupo muito seleto de indivíduos lucra com essa monstruosidade.
"Não acho que você vai sobreviver tempo suficiente para realmente governar esse reino. É inteligente e tem bom coração, e talvez seja até corajosa. Mas também é jovem e lamentavelmente ingênua..."
Falando em monstruosidade, é impossível ler esse livro e não sentir certa repugnância pela Rainha de Mortemesne. Ela não é apenas implacável, mas é cruel e realiza atos realmente hediondos. O livro não é uma leitura fácil. Existem cenas de crimes fortes, de exploração e violência.

O enredo é extremamente interessante. A autora utilizou elementos da história americana e europeia e colocou uma distopia após um colapso. Então temos traços da nossa história mundial mesclada com uma história inédita.
"A grande responsabilidade que herdara, bastante problemática no mundo das ideias, agora parecia intransponível. Mas claro que ela já sabia que o caminho seria árduo."

5 comentários

  1. Ola,
    Que premissa incrível, eu já tinha visto o livro porém não li nada sobre ele, mas agora vejo que a história é incrível e bem interessante. Com certeza seria uma leitura incrível para mim, entra em um mundo de reino e Princesaa, acho que a protagonista seria uma bela rainha.

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  2. Olá ;)
    Estou doida pra ler esse livro, então adorei já saiu a resenha aqui no blog!
    Acho essa capa magnífica, e a premissa parece melhor ainda!
    Adorei que você disse que a autora colocou elementos da história americana e europeia misturou com uma distopia.
    Fiquei muito ansiosa pra começar logo a leitura, mas sinto que vou ficar louca aguardando os próximos volumes kkk
    Bjos

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  3. Fiquei curiosa em ler este livro,já faz um tempo que não leio um livro neste estilo e este parece ser bem promissor.
    Bjs

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  4. Oi!
    Nossa! Que Rainha tenebrosa, tem morte até no nome...
    Fiquei imaginando tudo de Kelsea passa por causa da ambição de pessoas inescrupulosas que não querem perder seu reinado...
    Quem será o 'bandido' misterioso? Fiquei curiosa.
    “A única sabedoria que uma pessoa pode esperar adquirir é a sabedoria da humildade.” (T. S. Eliot)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JUNHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  5. Boa tarde!
    Achei super interessante a premissa. O peso, ou melhor, a responsabilidade que a Kelsea carrega nas costas é visivelmente enorme, tendo em vista o descontentamento e a situação miserável do povo. Deve ser ainda mais difícil enfrentar tiranos que querem tanto seu mal.
    Gostei muito da premissa.
    Abraços.

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