Resenha || Muito Amor Por favor – Arthur Aguiar; Frederico Elboni; Ique Carvalho; Matheus Rocha

Editora: Sextante
Páginas: 240
* Recebido em parceria coma Editora
- O Amor É Água
Arthur Aguiar escreve sobre o amor quando ele é como a água: pode ser agradavelmente quente ou ferir se ficar gelado e rígido. Por vezes é tempestade, por vezes, calmaria. Mas quando é fluido, torna-se profundo e amolda-se a tudo.
- O Amor É Ar
Frederico Elboni fala sobre o amor ar, aquele que é leve, que eleva, faz flutuar. Mostra como é amar sem peso, sem amarras. Mesmo quando vem um vendaval, logo volta a ser a brisa, envolvendo os apaixonados com carinho e cuidado.
- O Amor É Fogo
Ique Carvalho escreve sobre o amor quando ele é fogo, que arde, arrebata, aquece a alma, mas às vezes incendeia até doer. Pode se manter como brasa por muito tempo, aguardando a chance de ser chama de novo, ou até renascer das cinzas
- O Amor É Terra
Matheus Rocha fala sobre do amor do tipo terra, aquele estável, certo, que traz segurança, mas que pode, de vez em quando, provocar terremotos que abalam estruturas, tiram tudo do lugar e viram a rotina de ponta-cabeça.

Logo de cara o livro chama atenção pela capa (linda!) e diagramação. É um livro esteticamente bonito, mas a beleza maior está em suas páginas, recheadas de textos maravilhosos e dedicados ao amor.
Dos quatro autores eu só conhecia a escrita do Ique, por conta do blog dele (www.thebrocode.com.br) e por alguns textos do livro Faça amor, não faça jogo. Por isso foi muito bom ler esse livro e passar a conhecer os outros autores que ganharam um espaço especial no coração dessa leitora.

O livro foi dividido entre os quatro elementos e cada autor foi designado um elemento. Para o Ique foi fogo, para o Matheus foi terra, para o Arthur foi água e para o Frederico foi ar.  Não sei bem como isso foi decidido, mas no final cada texto realmente tem a ver com cada elemento.
O Ique foi intenso e arrebatador como o fogo, cada texto e poema transparecem aquele sentimento forte nas palavras. Tudo que se lê passa impressão de que foi realmente vivido por ele, você consegue se colocar no lugar dele e sentir junto a emoção.
“Me diga, você já quis tanto alguém que chegou a doer?
Não vai me dizer que nunca sentiu isso alguma vez...”
Quando se passa para os textos do Matheus temos a impressão de um amor solido e resistente. Os textos são bem realistas e simples como os do Ique, o que aproxima mais o leitor, passam toda essa profundidade e necessidade do outro, toda dor e amor.
“Tenho pressa de amar. Pressa de viver um amor. Pressa de ser amado. Pressa de ser o amor de alguém. Mas, como já disse, o amor tem um quê de paciência. Não se preocupa com nossas ansiedades, prazos, agendas, horários e compromissos. Ele está, quase sempre, atrasado. Mas, quando chega, é como se a solidão nunca houvesse existido”
Arthur que ficou com o elemento água, passa essa sensação de fluidez, de pureza e profundo. Alguns textos são mais de vivencia e realidade e outros são poemas com cara de letras de músicas. Era com os textos dele que estava mais insegura, já que eu nunca tinha lido nada e nem sabia que ele escrevia, mas me surpreendi positivamente. O Arthur escreve com um texto mais jovem, e dá cara e forma aos sentimentos intensos dessa fase de descobertas da paixão e do amor.
“Ah, como eu queria poder gritar para o mundo inteiro que eu amo você.Poder te olhar sem ter que disfarçar o que os meus olhos não conseguem esconder.”
O livro termina com a leveza do ar e os textos do Frederico. Os textos falam do amor que nos deixa se ar, mas que não oprime, que é leve, mas pode se tornar devastador. Os textos são simples e envolventes, gostei muito da escrita e da forma como ele mostra o amor leve e arrebatador.
“Hoje a calmaria é minha vizinha de porta. Não busco mais o amor; busco paz. Se isso vier em forma de amor, confesso, no maior tom de alegria, que tirei a sorte grande. Amar para mim virou algo sereno, simples, complementar.”
Ao terminar de ler esse livro me vi envolvida nesses textos, com o meu livro cheio de marcações e com o coração leve.
Se um dia que você estiver meio pra baixo é só abrir qualquer página e ler um trecho, não vai importar qual autor escreveu, por que tenho certeza de qualquer um deles que vai te tocar profundamente com as palavras.

1 comentários:

  1. Marília!
    Interessante ver um livro que traz 4 ponto de vista diferentes, para cada estação do ano e escrito por 4 autores diferentes.
    Com certeza cada um escreveu sobre sua própria percepção do amor e é bom ler sobre as opiniões diversificadas.
    “Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas.” (Confúcio)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de JANEIRO dos nacionais, livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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