Resenha II Tatiana & Alexander - O Cavaleiro de Bronze #3 - Paullina Simons

27.5.16

Editora: Novo Século
Páginas: 544
*Recebido em parceria com a Editora
A saga épica de amor e guerra continua nesta arrebatadora sequência do best-seller de Paullina Simons, O Cavaleiro de Bronze.
Tatiana agora tem dezoito anos. Viúva e grávida, ela foge da devastada Leningrado para começar uma vida nova na América.
Mas os fantasmas de seu passado não descansam facilmente. Ela passa a ser consumida pela crença de que seu marido, o general do Exército Vermelho Alexander Belov, ainda está vivo e precisa desesperadamente de sua ajuda.
Enquanto isso, a oceanos e continentes de distância, Alexander é forçado a liderar um batalhão de soldados considerado dispensável pelo alto comando soviético. No entanto, Alexander está determinado a conduzir seus homens pelas ruínas da Europa, numa tentativa desesperada de escapar da máquina de morte de Stálin e, de alguma maneira, encontrar o caminho que o conduza a Tatiana mais uma vez.
Deixe-se envolver pela escrita encantadora de Paullina Simons neste romance atemporal aclamado em todo o mundo.
"E pela frouxa lua alumiado, 
De mão estendida para o alto
Segue-se o Cavaleiro de Bronze
Em seu cavalo a tilintar

E toda noite o pobre louco
Era seguido em todo o lado
Pelo Cavaleiro de Bronze
Com o seu estropear pesado. 

Aleksandr Púchkin
Cavaleiro de Bronze é uma série linda e emocionante, não sei se vocês conhecem, mas os volumes anteriores são: O Cavaleiro de Bronze e O Portão Dourado.

A história tem início na Boston de 1930 com Alexander  aos onze anos na frente do espelho se aprontando para mais uma mudança em sua vida. Seus pais Harold Barrington e Jane Barrington tinham a tendência a mudarem bastante, morando em seis residências diferentes nos últimos dois anos. Agora estavam partindo rumo a União Soviética com intuito de poderem viver com mais liberdade, segundo seus princípios. O único desejo de Alexander era voltar para a América e a pequena cidade de Barrington onde teve uma infância feliz, porém seus pais acreditavam que na América não havia mais nada para eles. Seus pais defendiam o comunismo e lutavam por isso e para eles com essa nova mudança tudo iria ser melhor. 

Alexander já viu seus pais serem presos por defenderem seus princípios e com isso acabaram conhecendo a animosidade de Barrington e mudar-se para a União Soviética foi uma surpresa desagradável para Alexander. Afinal, já não tinham sacrificado tanto? Ele já não tinha sacrificado tanto pelos ideias de seus pais? Nada faria com que eles deixassem de acreditar que aquilo era por Alexander e seu futuro e ele resolveu acreditar nisso e prometeu ser tudo aquilo que seu pai sonhava para ele.
"- Não se preocupe, pai - disse, voltando-se para Harold. - Deixarei você orgulhoso. Serei altruísta e generoso, serei humilde e bem-educado. Serei um homem tão firme quanto se pode ser. Vamos, estou pronto."
Já em 1943 em Estocolmo, temos Tatiana aos dezoito anos que decide que não dá mais para viver correndo perigo e decide que já é hora de partir. Agitada e pensativa junta seus poucos pertences e pensando em seu filho, que carrega no ventre sabe que mesmo que não seja fácil, ela precisa mesmo partir. Quem sabe rumo a algo melhor do que o que lhe resta naquele lugar. Em meio a uma guerra ela sabe que não será fácil, mas não há mais nada para ela ali. Ela via Alexander em toda parte.
"Onde está o meu irmão para me ajudar? Minha irmã e minha mãe? Pasha, ajude-me, jogue futebol comigo, esconda-se na floresta, onde sei como encontrá-lo. Dasha, veja o que aconteceu, veja como tudo terminou. Você ao menos vê? Mamãe. Mamãe. Quero meu irmão. Onde está minha família para bisbilhotar minha vida, repreender-me, imiscuir-se e nunca me deixar num canto sozinha? Onde estão para me ajudar a passar por esta situação? Deda, o que eu faço? Não sei o que fazer."
Tatiana precisava de força e um pouco de sorte para voltar para a União Soviética, afinal, sua alma havia ficado lá!

É nesse clima de guerra, instabilidades políticas e desespero que Tatiana se encontra firme para achar seu rumo e uma forma de viver!
Por outro lado temos Alexander que conduz seu pelotão pela Europa devastada e desesperado para manter todos bem longe de Stálin e sobreviverem.

Poderia o amor transpor ainda mais barreiras em meio a tanta destruição e carnificina? Seria possível retornarem para os braços um do outro? E a que custo?
Como nos volumes anteriores, Paullina Simons traz toda uma delicadeza de um romance em em meio a guerra e toda a destruição que isso causa, nutrindo forças e um amor impensável que possa existir em meio a tanto sofrimento e dor!

É impossível não se apaixonar e se vê completamente absorto em cada palavra escrita nessa linda história de amor.

Beijos, Danni.

6 comentários

  1. Até então não conhecia essa série, mas achei a capa bem bonitinha. Porém a história não me chamou muito a atenção. Não sou de ler muitos livros de romance em guerras, quando livro é de guerra eu prefiro que seja focado na guerra, sabe? Mas essa me parece ser um drama bem comovente, para quem gosta, é uma boa dica :)

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  2. Eu amo esta série ela é linda demais os dois primeiros livros me deixaram com o coração na mão e acho que este terceiro vou ficar com a emoção a flor da pele não vejo a hora de continuar esta linda história de amor deste personagens apaixonantes.
    bjs

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  3. Oi!
    Ainda não conhecia essa serie, mas gostei muito dessa historia, ainda não li nada que se passa em plena guerra e esse casal me deixou bem curiosa, parece ser um livro linda e bem emocionante, mesmo com tantos desencontros, se tiver oportunidade quero ler !!

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  4. achei tao linda a resenha.... nao sabia que o livro era uma serie mas achei mto emocionante. um romance mto fofooo

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  5. Achei que a história fosse contemporânea pela capa, mas, ao mesmo tempo, tem esse título "medieval". Bom, não conhecia a série, mas já pressinto muito sofrimento. Fiquei curiosa em relação ao casal.

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  6. Oi,
    Ainda não conhecia a série, não que eu me lembre, mas gostei! Tatiana, mesmo jovem, é muito forte. E eu sou doida por romances históricos.

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