Resenha II A Árvore da Mentira - Frances Hardinge

16.5.16

Editora: Novo Século
Páginas: 304
*Recebido em parceria com a Editora
A MENTIRA TEM SEUS FRUTOS. E QUASE NUNCA SÃO DOCES.
Na inóspita ilha inglesa de Vane, em pleno século XIX, os Sunderlys desembarcam, atraindo atenções e suspeitas. Quando o reverendo Erasmus, patriarca da família e proeminente estudioso de ciências naturais, é encontrado morto em circunstâncias obscuras, sua filha, a jovem e impetuosa Faith, está determinada a desvendar o mistério. Para isso, precisará de coragem não apenas para confrontar dolorosos segredos mas também para desafiar as implacáveis tradições da sociedade em que vive. Investigando os pertences do pai em busca de pistas, ela descobre uma planta estranha. Uma árvore que se alimenta de mentiras sussurradas e dá frutos que revelam verdades ocultas. Quando a espiral das sedutoras mentiras de Faith fica fora de controle, ela compreende que as verdades estilhaçam muito mais. Combinação de horror, romance policial e realismo fantástico, esta arrepiante história da premiada escritora britânica Frances Hardinge, autora de "Canção do Cuco", promete arrebatá-lo do começo ao fim.
"A Árvore da Mentira" é uma obra repleta de mistério, cobiça e traição. Faith, a protagonista da história, é uma jovem de 14 anos que tem um senso aguçado de curiosidade e inteligência. Quando a história começa, os Sunderlys estão saindo às pressas de Londres para uma ilha remota chamada Vane. Durante o percurso, Faith começa a observar a estranheza da interação familiar. Seu pai, o reverendo Erasmus Sunderly, renomado cientista, está taciturno e irritado; sua mãe Myrtle usa seus atributos para conseguir que os demais façam o que ela quer; seu tio Miles está sempre confabulando com o pai e Howard, seu irmãozinho de seis anos de idade continua sendo Howard.
"Esse era um dos truques de Myrtle para lidar com os homens, um flertar que ela conjurava tão fácil e reflexivamente quanto abria o leque. Sempre que dava certo, Faith sentia o estômago se retorcer." (p. 09)
A chega à Vane não é tão calorosa como os Sunderlys esperavam. Afinal de contas, como uma comunidade em uma ilha no meio do nada poderia saber a verdade? 
A protagonista começa a investigar o que está acontecendo e descobre que a reputação de seu pai está manchada. Como o propósito de Erasmus era deixar as fofocas esfriarem enquanto ele trabalhava em uma escavação com quatro dos membros mais importantes dessa comunidade, o fato de que todos saber a verdade sobre sua reputação começa a ser um empecilho.
A família começa a ser "inconveniente" para a comunidade, mas existe algo ainda mais profundo acontecendo. Algo que Faith ainda não consegue entender.
Enquanto as dúvidas continuam crescendo na cabeça da jovem, algo horrível acontece: Erasmus é encontrado morto. Todos acreditam se tratar de um acidente ou até mesmo um suicídio, mas a protagonista sabe que ocorreu um homicídio. E vai fazer de tudo para descobrir o culpado...

Os diários de Erasmus apontam para uma descoberta inacreditável: uma árvore que se alimenta das mentiras. Quanto maior a mentira e quanto mais pessoas acreditam nela, maiores são os seus frutos. E os frutos revelam o lado mais obscuro das pessoas envolvidas. Até que ponto Faith vai chegar para descobrir a identidade do culpado? E quais as consequências de seus atos?
A obra é muito bem desenvolvida e desde o início tem um ar sombrio. Seja pela caracterização local, com tempo chuvoso, ambientes antigos e lugares remotos ou pelo ar de intrigas e mentiras que existe desde o início. Os personagens são complexos e cheios de nuances; cada um deles apresenta um motivo para o crime e também escondem seus verdadeiros desejos e cobiças.

O enredo é cheio de pequenos detalhes que, como uma colcha de retalhos, vão dando o aspecto geral da história.

Uma obra que conquista o leitor do começo ao fim.

Sobre a revisão, a editora Novo Século fez um ótimo trabalho. A capa é sombria, tem elementos da trama e combina perfeitamente com a história.
"A rejeição machucava muito Faith. Ela não mais lutava para ser elogiada ou levada a sério. Ficara mais humilde, desesperada para que lhe permitissem participar de conversas interessantes. Mesmo assim, toda vez que fingia ignorância, odiava-se e a seu desespero." (p. 49)

7 comentários

  1. Oi,
    O livro me assusta um pouco, a capa mais ainda. Por ele me parecer de terror acho difícil eu ler. Mas a árvore é bem interessante e não deixa de ser uma verdade, pois cada mentira gera seus frutos, suas consequências, e elas nunca são boas.

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  2. Realmente essa capa é bem sombria. Não sou muito de ler livros desse tipo pois sou bem medrosa kkkk
    Às vezes até tento ler alguns que me chamam bastante a atenção porém esse não me atraiu muito :/
    Acho que é sombrio demais para mim, porém para quem curte o gênero, ele me parece ser bem instigante fazendo assim com que o leitor se envolva na história.

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  3. De vez em qdo eu gosto de encarar esse gênero. Sua resenha me deixou ainda mais intrigada.
    Bjs

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  4. Parece ser um livro com um ar um pouco sombrio,achei a história interessante e fiquei curiosa com esta árvore e a capa passa um ar de mistério,gostei.
    bjs

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  5. achei um enredo bem diferente e gostei! nunca vi algum deste tipo que eu me lembre. gosto de fantasia! com toda ctz esta na minha lista de quero ler

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  6. Oi!
    A historia e diferente e interessante, achei criativo principalmente pela arvore e desde a capa logo da esse ideia de sombrio ao enrendo, mas não foi uma historia que me chamou atenção !!

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  7. É um livro que assusta, capa e título, e a ideia de uma árvore que se alimenta de mentiras e dá frutos é até real: toda mentira tem uma consequência e uma hora a verdade aparece.

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