Resenha || A Garota no Trem - Paula Hawkins

25.8.15



Editora: Record
Páginas: 372
Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos, o thriller psicológico The Girl on the train, de Paula Hawkins, surpreendeu até mesmo seus editores e a própria autora, nascida e criada no Zimbábue, que vive em Londres desde os 17 anos: em menos de um mês, o livro – que vem sendo comparado pela crítica a uma mistura de Garota exemplar e Janela indiscreta – ultrapassou a impressionante marca de 500 mil exemplares vendidos e alcançou o primeiro lugar nas listas de mais vendidos em todos os países em que foi publicado (Reino Unido, Irlanda, EUA e Canadá) desde seu lançamento em janeiro. A trama, que gira em torno do desaparecimento de uma jovem mulher, com três narradoras femininas duvidosas, conquistou fãs como o mestre do mistério Stephen King, que publicou em sua conta do Twitter que o “excelente suspense” o manteve acordado a noite inteira: “a narradora alcoólatra é mortalmente perfeita”. O livro segue uma linha de recentes sucessos literários de uma nova geração de autoras que vem redefinindo as convenções do gênero policial, com personagens femininos complexos que fogem do estereótipo de vítimas ou megeras, e tramas que criam suspense a partir de evoluções psicológicas sutis e dinâmicas ardilosas do casamento e relacionamentos. Com os direitos vendidos para 37 países e uma adaptação para o cinema em andamento pela Dreamworks, o romance será publicado no Brasil pela Editora Record em junho, com o título A garota no trem.
Um thriller recheado de suspenses e que nos faz refletir sobre alcoolismo, relações, felicidade, amizade entre muitos outros sentimentos. Faz-nos pensar por um instante que em meio à agitada rotina, podemos estar diante de pessoas com problemas sérios, que as aparências nem sempre são o que parecem ser. 

"Sol a pino, céu claro, ninguém para me fazer companhia, nada para fazer.
Viver assim, como vivo hoje, é mais difícil no verão, quando o dia é mais
longo e o abrigo da escuridão da noite é curto, quando há tanta gente na rua,
a felicidade estampada no rosto. Isso é tão cansativo, 
e deixa a gente se sentindo mal por não fazer parte daquilo." - (Rachel)

Rachel tinha uma vida feliz no casamento com Tom até que as coisas começam a desandar devido ao seu desejo de ser mãe e a dificuldade que encontra para realizar seu sonho. Tom parece ser um esposo perfeito, porém Rachel não segura à onda dos problemas que assolam a união do casal e torna-se uma alcoólatra com episódios de amnésia. Tom aguentou até onde pode, até que arranjou uma amante e trocou Rachel por Anna, uma mulher mais jovem, atraente e sem os problemas e pressão que Rachel impõe a sua vida.

"Quem foi que disse que fazer o que manda o coração é uma coisa boa?
É puro egocentrismo, um egoísmo de querer tudo. O ódio me inunda por dentro.
Se eu visse aquela mulher agora, se visse Jess, cuspiria na cara dela. Eu arrancaria seus olhos à unha." - (Rachel)

Ao invés de Rachel seguir sua vida, ela simplesmente para no tempo. Obcecada pela bebida e mentindo constantemente para sua colega que deixou que ela ocupasse um quarto em seu apartamento desde a separação (2 anos). Desempregada e sem rumo, para manter a mentira de que ainda possui um emprego todos os dias ela vai até Londres de trem e volta no mesmo horário, com isso fica observando as casas que estão à margem dos trilhos, e um casal em especial ela cria em sua mente uma história de vida e amor, incluindo nomes fictícios. As coisas começam a se complicar ainda mais quando Rachel descobre que Jesse (mulher que ela observava através das janelas do trem) some. Na verdade o nome da desaparecida é Megan e Rachel não consegue deixar a história para lá. Envolve-se com o marido da desaparecida.. E esteve na mesma rua onde fica a casa no dia em que Megan sumiu isso lhe causa dúvidas se ela havia apenas ido falar com seu ex-marido Tom ou se tem algo com o desaparecimento, ou se viu algo.

A história é narrada pelos pontos de vista de Rachel, Anna e Megan, sendo intensa e curiosa do começo ao fim, pois ficamos ávidos por saber o que aconteceu de fato nas vidas dessas três mulheres e de todos aqueles que as cercam. As revelações podem não ser tão “legal” quanto cada uma gostaria!

5 comentários

  1. Confesso que fazia tempo que uma sinopse e resenha não me pegava assim do começo ao final..como não li Garota Exemplar não tenho nenhuma base se pode ser parecido ou não..o fato é que esse livro realmente me deixou com uma supeeer curiosidade pra saber mais sobre a estória :).

    http://livroaoavesso.blogspot.com.br/

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  2. Lembro quando li a sinopse deste livro pela primeira vez fiquei com muita vontade de ler,mas agora depois desta resenha,que é a primeira que eu li,fiquei com uma mega curiosidade de ver onde esta história vai dar.
    bjs

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  3. adoro livros assim, tenho lido muito desse genero ultimamente e está sendo uma boa experiencia, nao conhecia o livro ainda e nem autora mas já goste, espero que ela tenha mais livros desse tipo.

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  4. Eu nao conhecia esse livro "A Garota no Trem", mas depois que fiquei sabendo q ia sair até filme, eu vi como estou atrasada viu?!
    Eu acho que li nenhum thriller ainda e ao saber desse livro que é recheado de suspenses eu fiquei bem curiosa.
    Lendo a resenha já vi que eu vou me identificar bem com esse genero, acho que prende o leitor para saber quais serão os rumos da trama.
    Gostei da resenha e pretendo ler antes de ver o filme.
    Bjus

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  5. Gente, que história diferente é essa hein? A Raquel deve passar por cada problema que já tenho pena dela, afinal, essa cobrança pra ter um filho e essas coisas deve ser horrível. Fiquei pensando, será que a Megan foi assassinada e é a Raquel que vai descobrir quem foi que matou ela? Enfim, só posso descobrir isso se ler né? Ótima dica que já tá anotada.

    Beijos

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