Resenha II Uma História de Amor e TOC - Corey Ann Haydu



Editora: Galera Record
Páginas: 320
Bea foi diagnosticada com transtorno obsessivo-compulsivo. De uns tempos pra cá, desenvolveu algumas manias que podem se tornar bem graves quando se trata de... garotos! Ela jura que está melhorando, que está tudo sob controle. Até começar a se apaixonar por Beck, um menino que também tem TOC. Enquanto ele lava as mãos oito vezes depois de beijá-la, ela persegue outro cara nos intervalos dos encontros. Mas eles sabem que são a única esperança um do outro. Afinal, se existem tantos casais complicados por aí, por que as coisas não dariam certo para um casal obsessivo-compulsivo? No fundo, esta é só mais uma história de amor... e TOC.




Sei que pode parecer estranho, mas tive uma grande dificuldade de concluir essa leitura. Ai você deve estar pensando: "nossa esse livro deve ser péssimo", mas na verdade ele não é péssimo, ele é um livro que te faz pensar e analisar a própria vida.

No inicio do livro Bea salva um garoto que está tendo um ataque de pânico durante o blackout em uma festa na escola. Sim, ela conseguiu no escuro sentir o sintomas e ajudar ao garoto, ela só conseguiu pois desde cedo aprendeu a controlar os próprios ataques. Bea tem crises de ansiedades e é acompanha por uma terapeuta, Dra. Pat.

Bea não é como os outros pacientes, pois não procurou ajuda e sim foi obrigada a aceitar depois de um incidente. Por conta disso ela acaba mentindo muitas vezes durante as sessões, mas mesmo tentando encobrir algumas coisas a Dra. Pat acaba lhe dando o diagnostico de TOC - Transtorno obsessivo-compulsivo, e indica para ela terapia de grupo. Logo de cara Bea não aceita, pois acha que não é "louca" para precisar estar numa sala cheia de "outros loucos".
Obrigada pela mãe Bea vai à primeira sessão de grupo e chegando lá encontra Beck, o garoto que ela ajudou na festa, logo de cara ela tem o choque com a visão dele (ela não o tinha visto na festa já que estava tudo no escuro devido ao blackout). Beck é enorme, todo malhado e super limpo, sim ele tem compulsão por higiene e malha por 8 horas, ele tem que fazer tudo em 8, se for lavar as mãos ele leva 8 min, se foi bater na perna, serão 8 vezes, e isso se torna um sofrimento pois por mais que tente ele não consegue parar.

"Acho que estou prestes a me apaixonar por Beck, e isso está me deixando mais louca do que já sou. Sei tenho certeza de duas coisas: gosto de Beck e, provavelmente por causa disso, estragarei tudo de algum jeito horroroso. E é assim que começa."

Ao acompanharmos as sessões de grupo nos deparamos com outros pacientes com outros tipos de obsessões que podem nos parecer muito estranhas, mas que na verdade são muito comuns em pessoas que sofrem de TOC. Todos estão lá para buscar uma forma de amenizar seus sintomas, mas Bea não consegue entender que os beliscões que dá em si mesma e a fixação que ela tem em algumas pessoas (ela é stalker), são sim  sintomas da doença.

Durante a leitura podemos observar o passado e saber o ponto onde tudo mudou para Bea e acompanhar no presente o quanto ela se afunda mais na doença, mas ao mesmo tempo como consegue ajudar Beck.Vemos como Bea usa sua melhor amiga, Lisha, para "ajuda-la" na sua compulsão.

Ponto alto do livro é quando finalmente Bea aceita a doença, mas não pense que foi fácil, foi muito doloroso para ela e essa dor passa para o leitor a cada pagina que é lida.

O que me chamou muito atenção é o quanto os pais dela e de Beck não se envolvem com as doenças dos filhos, dá forma que foi mostrada parece que eles lutam sozinhos com a doença. Sempre acho que independente da doença o apoio familiar é muito importante para que a pessoa doente saiba que tem com quem contar em todos os momentos sendo bons ou ruins.

Durante a leitura, senti que a autora, não quis simplesmente fazer um livro romântico ou um livro voltado para a doença, para mim ela quis chamar a atenção dos adolescentes para esse tipo de doença que de início é encarada como manias bobas, mas que podem ganhar grandes proporções dificultando muitas vezes a vida da pessoa doente. Ela tratou de um assunto sério com um pouco de leveza que faz com que o leitor se identifique com os personagens. Eu por muitas vezes durante a leitura me identifiquei muito com a Bea.



8 comentários:

  1. Oi Marília, não li ainda nenhum livro que englobasse este problema, mas ando acompanhando algumas resenhas deste livro e percebo o quanto este enredo pode mexer com as pessoas. Concordo contigo que o apoio familiar é a melhor opção para se enfrentar qualquer tipo de doença.
    Bjs, Rose.

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  2. Hello!!
    Estou animada de conhecer o livro melhor, já tinha lido outras resenhas e a sinopse me chamou muito a atenção. Conheço a doença e uma época da minha vida estava com uma mania tb de lavar as mãos que achei que pudesse desenvolver a doença.
    Esse livro com certeza vou ler e a sua resenha está excelente, que só me atiçou mais ainda a começara ler logo.
    A capa está linda, muito bem feita e fofa!
    Bjus

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  3. Olá
    Sua resenha está ótima e eu adooorei essa capa e esse enredo, espero poder ler em breve e gostar muito pois adoro temas que retratam doenças essas coisas, anda mais juvenis haha

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  4. Hey, eu estou bastante interessada em ler esse livro, por se tratar de um romance mas não aqueles romances comuns mas um com um pano de fundo diferente e inovador e confesso que estou com muita vontade de aprender mais sobre TOC e mais curiosa ainda pra me aventurar nesse livro com seus protagonistas tão diferentes. Ótima resenha.

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  5. Oi, a resenha ficou otima e essa capa é até que é bonitinha, mas não é um livro que eu me interesso, se eu tiver a chance até posso dar uma chance, mas não irei colocar ele na minha lista.

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  6. Oi,Marília.

    Nunca li nenhum livro que abordasse o tema TOC e sei muito pouco a respeito. Mas parece que esse livro deve ser muito fofo. Adoro livros que nos colocam para pensar. Uma pena os pais dos jovens não se envolverem com a doença deles. Espero depois ter a oportunidade de fazer essa leitura.

    Beijos.
    Visite: Paradise Books

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  7. Vi muitas coisas sobre o livro, e se der com certeza irei ler.
    Pel9 visto a autora quis mostrar como são as pessoas que tem a doença e colocou um pouco de romance aí. Acho que eu tb teria um pouco de dificuldade pra terminar também. Pelo foco da visto ser no transtorno e tal.

    XD otima resenha
    Bjs

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  8. Marília!
    Tenho dificuldade também de fazer uma resenha quando o livro mexe muito comigo.
    Fiquei triste em saber que o livro passa a impressão de que a família não se envolve na doença dos filhos. Família é tudo, principalmente nesses casos.
    O livro parece bem interessante.
    “A amizade é , acima de tudo, certeza – é isso que a distingue do amor.”(Marguerite Yourcenar)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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