Resenha || A Cor do Leite - Nell Leyshon



Bertrand Brasil, 2014, 1ª Ed. 
Em 1831, uma menina de 15 anos decide escrever a própria história. mary tem a língua afiada, cabelos da cor do leite, tão brancos quanto sua pele, e leva uma vida dura, trabalhando com suas três irmãs na fazenda da família. seu pai é um homem severo, que se importa apenas com o lucro das plantações. contudo, quando é enviada, contra a sua vontade, ao presbitério para cuidar da esposa do pastor, mary comprovará que a vida podia ainda ser pior. sem o direito de tomar as decisões sobre sua vida, mary tem urgência em narrar a verdade sobre sua história, mas o tempo é escasso e tudo que lhe importa é que o leitor saiba os motivos de suas atitudes. a cor do leite apresenta a narrativa desesperada de uma menina ingênua e desesperançosa, mas extremamente perspicaz e prática. escrito em primeira pessoa e todo em letras minúsculas, o texto possui estrutura típica de quem ainda não tem o pleno controle da linguagem. a jovem narradora intercala a história com suas opiniões, considerados por alguns críticos os trechos mais angustiantes da obra. · “Se a cor do leite começa narrando a rotina simples e calma da vida rural na Inglaterra do século XIX, aos poucos, letra a letra, a história toma força, revelando todo o potencial de uma menina e de sua vida destruída pelas piores falhas humanas.” – The Telegraph · “Um livro sobre o abuso de poder e a supremacia masculina. O projeto ambicioso de Nell Leyshon demonstra um poder imaginativo singular.” – The Independent

"Este é meu livro e eu estou escrevendo ele com as minhas próprias mãos.."

Mary, resolve contar sua história para que todos venham a ter conhecimento. Ela é uma jovem de apenas quinze anos com cabelos brancos como a cor do leite, pele clara e a perna direita defeituosa. Ela vive com seus pais, três irmãs e seu avô em uma fazenda no ano de 1831.
Mary não soube o que é ser criança, pois desde sempre, trabalha na lavoura e colabora com as tarefas domésticas. Pode parecer normal, mas Mary trabalha muito e não tem um minuto sequer de descanso.. Seu pai é um homem muito severo, de dar medo e muitas vezes Mary acaba apanhando por não realizar as tarefas ao gosto de seu pai que pragueja o tempo inteiro por não ter tido filhos homens!

Em dado momento Mary vai viver na casa do presbitero da cidade, pois sua esposa encontra-se doente e precisam de auxílio. Mas o que parecia ser ruim, e que de maneira alguma agradou Mary inicialmente, mostra-se bem mais interessante. Aos poucos ela percebe a sua volta um mundo totalmente diferente com o seu dia a dia na fazenda e até aprende a ler e escrever o que a possibilita escrever sua história após acontecimentos marcantes.
Apesar de todas as dificuldades de Mary e de sua pouca idade, ela é um personagem forte que mostra a que veio. 

A urgência de Mary em nos contar o que lhe aconteceu irá certamente te deixar de pernas bambas e lhe fará pensar nessa história mesmo após seu término!

A narrativa é simples e agradável e a história começa a ser narrada na primavera e termina no inverno. Uma história sensível, que nos passa a importância que pequenas coisas, que para nós é normal, podem significar muito para aqueles que possuem pouco ou quase nada!

3 comentários:

  1. Não sei se ainda vou chegar a comprar o livro, a capa me chamo atenção mas a sinopse ainda não me convenceu plenamente...

    http://carinoperme.blogspot.com.br/

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  2. Quando comecei a ler a sinopse bem que eu percebi que tinha alguma coisa errada, ainda bem que explica o porque das letras minúsculas kkk o livro parece ser interessante, gostaria de conhecer a história da Mary. beijos

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  3. Embora a obra possua essa simplicidade toda, Karini, é esse fator que me fez ficar com vontade de ler. Essa vida sofrida dela, ter de trabalhar aos 15 anos e resolver coisas que muitos hoje em dia não fazem, que me chamou a atenção. Como você disse: são coisas pequenas e parecem até insignificantes, mas que fazem toda a diferença.
    São os detalhes que modifica tudo.
    Eu notei essa coisa das letras minúsculas na sinopse e tinha ficado encafifada, rs.

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