Resenha || Colin Fischer - Ashley Edward Miller, Zack Stentz



Novo Conceito, 2014, 1ª Ed.
Resolvendo o crime. Uma expressão facial por vez. O ano letivo de Colin Fischer acabou de começar. Ele tem cartões de memorização com expressões faciais legendadas, um desconcertante conhecimento sobre genética e cinema clássico e um caderno surrado e cheio de orelhas, que usa para registrar suas experiências com a MUITO INTERESSANTE população local. Quando um revólver dispara na cantina, interrompendo a festinha de aniversário de uma das garotas, Colin é o único que pode investigar o caso. Está em suas mãos provar que não foi Wayne Connelly, justamente aquele que mais o atormenta, que trouxe a arma para a escola. Afinal de contas, a arma estava suja de glacê, e Wayne não estava com os dedos sujos de glacê…




"Colin Fischer" é um livro surpreendente. No primeiro contato tive a impressão de que se tratava de um livro teen, do tipo fofinho, mas que deveria ser lido sem muitas expectativas. Fico feliz me assumir que estava enganada.

Colin é um garoto de 14 anos, diagnosticado com Síndrome de Asperger. Ele tem certas peculiaridades, como a dificuldade de interação social e de se expressar. Ele também não gosta que as pessoas o toquem e anda com um caderno onde faz suas anotações pessoais sobre tudo o que observa. Ele também é muito inteligente e se dá muito bem principalmente em disciplinas que exigem raciocínio lógico como matemática e física. 

Dividido em três partes: "Um bolo de aniversário e uma arma"; "O idiota e o anormal" e "A equipe olímpica de cama elástica" e narrado em terceira pessoa, acompanhamos Colin em seu primeiro dia no colegial.

A história de passa em San Fernando Valley, especificamente no colégio West Valley. Alguns alunos conhecem Colin a vida inteira, mas o consideram um estranho. Graças ao programa de integração, Colin não tem mais uma "sombra" (profissional que o acompanhava na escola) e ele precisa conviver com a hierarquia escolar. Wayne Connelly é o valentão, que constantemente atormenta Collin; Eddie, Stan, Cooper e Sandy Ryan são do grupo de populares e Melissa Greer é quem pode ser considerada a única amiga de Colin. 

Em casa, seus pais tentam fornecer o maior apoio e estabilidade possível, mas graças ao seu irmão mais novo Danny, existem certas dificuldades no caminho. Danny tem um pouco de ressentimento, talvez por ciúmes da atenção especial dada ao irmão, talvez por vergonha, mas acaba sendo um pé no saco em muitas situações.

Quando um aluno leva uma arma para a escola e todos culpam Wayne, Colin é o único que acaba defendendo-o. 

Uma história delicada e sensível, que tem como protagonista um personagem inovador e totalmente carismático.

A capa combina perfeitamente com a história (existe uma explicação para as inúmeras carinhas que explicam sentimentos) e o trabalho interno é muito fofo.

"A Sra. Fischer não costumava discutir, e seus olhos de repente semicerrados e desconfiados indicavam que não estava com disposição para aceitar essa provocação no momento. Certa vez, Colin mencionara a Marie que essa expressão que a mãe costumava exibir, e ela concordara que não correspondia perfeitamente a nenhuma das que ele desenhara em sua folha de anotações. Eles decidiram apelidá-la de CARA DA MAMÃE. O apelido pegara". (p. 76/77)

6 comentários:

  1. A principio eu achei a leitura um pouco cansativa, mas logo me apaixonei pelo personagem principal, e o mérito de eu ter gostado tanto desse livro é todinho dele!!

    xoxo
    http://amigadaleitora.blogspot.com.br/

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  2. Só li coisas boas a respeito deste livro e tenho muito vontade de lê-lo. Acho muito bom os autores estarem dando uma atenção mais especial pra síndrome como essa, acho que muita gente ainda não entende ou julga sem saber coisas do tipo, então é ótimo que existam livros que não são do tipo científico e que possa nos fazer entender mais sobre o assunto. bj

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  3. O livro foi bastante elogia, por tratar de uma coisa que fazemos sem perceber: julgar antes de pensar. Colin foi fantástico o cara arrasou,chegou umas horas que eu fiquei tipo "Como assim? Eu jamais pensaria assim!!!!" Eu peguei o livro emprestado, ele e divino, li ele relativamente rápido, mas foi agradável e tranquilo.
    Bjs

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  4. Tive a mesma impressão que você quando li a sinopse,achei bem teen,como não estou muito nessa fase,nem me interessei.Estou pensando em dar uma segunda chance agora!
    Bacana o autor explorar essa síndrome,já tinha conhecido um outro personagem com ela no livro de Querido John,mas cada um reage de uma maneira quando se tem essa síndrome né.

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  5. Oi Carol, quando este livro foi lançado, não me interessei muito nele. Isso começou a mudar conforme fui lendo as resenhas. Esta sua resenha só confirma o quanto estava errada.
    Bjs, Rose

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  6. Carol, eu me interessei sim por esse livro. O fato de ter um crime que não foi ele e essa coisa toda. E são poucas páginas, dá pra ler rapidinho

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