Resenha: "Codinome Verity" - Elizabeth Wein

Sinopse:

Outubro, 1943: o avião britânico pilotado por Maddie sofre uma pane e cai em plena França ocupada pelos nazistas. Sua melhor amiga, Queenie, é a única passageira desse voo sem volta, que muda o destino das duas garotas. Enquanto uma delas tem uma segunda chance, a outra não tem tanta sorte assim. Emocionante, Codinome Verity conta a história de uma grande amizade, além de também falar sobre espionagem, tortura, mulheres que pilotam aviões e os horrores da Segunda Guerra Mundial.
Editora: iD
ISBN: 9788516089498
Ano: 2013
Páginas: 336
Tradutor: Marina Petroff Garcia e 
Lígia Arata Guimarães Barros
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Avaliação: 5


"Codinome Verity" é um livro fantástico, com uma narrativa envolvente e um enredo brilhante.
O livro é dividido em duas partes, onde na primeira temos a narração dos fatos em primeira pessoa feita por um narrador desconhecido. Inicialmente não sabemos a identidade desse narrador, apenas que é uma mulher, considerada uma espiã britânica do Departamento Executivo de Operações Especiais e é prisioneira na sede da Gestapo de Ormaie. Após passar por diversos tipos de tortura, essa narradora aceita o trato oferecido por Von Linden, de escrever tudo o que sabe sobre códigos e pontos vulneráveis.


"O que meu futuro me reserva: uma lata de querosene 
derramada na garganta e um fósforo 
próximo aos lábios? Bisturi e ácido, 
como o rapaz da Resistência que não quis falar? 
Meu esqueleto vivo embarcado em um vagão 
de gado com outros duzentos desesperados, 
descartados só Deus sabe onde, para morrer 
de sede antes de chegar lá? Não!". 
(p. 13)

 
A narradora não escreve simplesmente as informações pedidas, ela vai contando uma história de forma lenta para ganhar o máximo de tempo possível. A história que ela conta é sobre Margaret Brodatt, ou Maddie, uma jovem moderna para o seu tempo, fã de motos e motores que no momento em que a guerra explode se alista para ajudar da melhor forma que pode. Informações sobre a vida de Maddie antes de se tornar uma piloto de guerra, seus amigos, seus problemas, suas emoções. Essa história é tão detalhada, tão cheia de nuances, que nos leva a questionar a identidade da prisioneira e a vericidade dos fatos. 


"Perdi o medo de envelhecer. Na verdade, 
não consigo acreditar ter dito algo tão bobo. 
Tão infantil. Tão ofensivo e arrogante. Mas, 
principalmente, algo tão idiota. Desejo 
desesperadamente envelhecer"
(p. 116)

 
Não é uma leitura fácil. Primeiramente porque nos faz refletir sobre os horrores das guerras, mas também pelas descrições que a narradora faz sobre a sua situação atual, alternando momentos inicialmente doces para situações aterrorizantes.
Na segunda parte da história, temos a trama contada por outra narradora mulher, que usa o pseudônimo de Katharina Habicht. Sua narração é feita através da escrita de anotações (não chega bem a ser um diário), que servem para que ela lembre de todos os detalhes para escrever um relatório para seus superiores. Apesar da narrativa de Katharina não ser tão chocante no início quanto a da primeira narradora, conforme ela explica todos os acontecimentos, percebemos o horror que ela também teve que passar.
O livro, que baseia-se em duas mulheres fortes, representa milhares de jovens, tanto homens quanto mulheres, que perderam a sua inocência de maneira terrível. Jovens que lutaram por acreditar em seus líderes, que sofreram, perderam partes de si, morreram para defender o que achavam correto.
A escrita da autora é fantástica. O início do livro é um pouco arrastado, mas foi criado de modo inteligente. Ele captura o leitor conforme avançamos nas páginas e apesar de sentirmos a necessidade de fechar um pouco os olhos durante algumas descrições, a ânsia de descobrir o que vai acontecer com essas duas mulheres é mais forte.
Em relação a revisão, diagramação e layout a editora realizou um excelente trabalho. A capa é simples, mas representa todo o sentido do livro: a vida de duas pessoas entrelaçadas.

"- Verity, verdade - disse em inglês e exalei 
todas as últimas moléculas de nicotina e oxigênio 
de dentro de mim. Então ofeguei: - A verdade é filha 
do tempo, não da autoridade. - E: - Isso acima de tudo, 
para o teu próprio eu ser verdadeiro. - 
Falei sem sentido, confesso. Verity, 
verdade!Sou a alma da verdade". 
(p.133)



5 comentários:

  1. Acho q deva ser uma historia incrivel e surpreendente... os relatos das duas personagens me deixou bem curiosa... mas tbm acho q deva ser uma historia bem "pesada" e, no momento, eu estou buscando livros q me relaxem e descontraiam... mas qndo eu passar essa fase, pode ser q eu leia esse livro sim!!

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    1. Oi Jack, tudo bem?
      É uma história pesada pela temática, mas é um livro muito bom sim. Quando realizar a leitura, venha nos contar o que achou do livro ok?
      Obrigada pelo comentário!
      Beijos

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  2. Esse eu gostei! ^^
    Sei bem como são esses livros que te fazem sentir desconfortável com as descrições mas ao mesmo tempo não deixam vc larga-los. Li um assim a uns dias atras.
    Acho q vou dar uma conferida nesse.

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    1. Oi Mary, tudo bem?
      Agora fiquei curiosa rs... qual foi o livro que você leu?
      Caso leia "Codinome Verity" venha nos contar o que achou ;)
      Obrigada pelo comentário.
      Beijos

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  3. É um tema bem forte, deve ser uma leitura tensa, já que ela descreve os horrores da guerra!! Gosto de livros com fatos historicos e vou incluir este em minha lista!!

    Bjssssssssssssss

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