Resenha: "Proteja-me" - Juliette Fay


Quatro meses após a morte do marido, JanieLaMarche continua tomada pela dor e pela raiva. Seu luto é interrompido, no entanto, pela chegada inesperada de um construtor com um contrato em mãos para a obra de uma varanda em sua casa. Surpresa, Janie descobre que a varanda era para ser um presente de seu marido — tornando-se, agora, seu último agrado para ela. Conforme Janie permite, relutantemente, que a construção comece, ela se apega aos assuntos paralelos à sua tristeza: cuidando de seus dois filhos de forma violentamente protetora, ignorando amigos e família e se afundando em um sentimento de ira do qual não consegue se livrar. Mesmo assim, o isolamento autoimposto de Janie é quebrado por um grupo de intervenções inconvenientes: sua tia faladeira e possessiva, sua vizinha mandona, seu primo fofinho e até Tug, o empreiteiro.Quando a varanda vai tomando forma, Janie descobre que o território desconhecido do futuro fica melhor com a ajuda dos outros. Até daqueles com os quais menos esperamos contar.



Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Edição: 1
Páginas: 448
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Avaliação: 4

Esse é um exemplo de livro que traz uma trama completamente humana e ao mesmo tempo fascinante, sem se prender em histórias fantásticas ou mirabolantes. A autora faz uma profunda análise sobre o luto, através da Janie. Sofrendo a perda de seu marido, e tendo duas crianças pequenas para criar, Janie inicia o livro com sentimentos de desesperança, sem perceber que existem diversas pessoas próximas a ela para dar o apoio necessário para que ela consiga seguir em frente. Algumas dessas pessoas são inusitadas, como o padre Jake, a mãe de Keane (um coleguinha do filho mais velho), a sua vizinha e até mesmo Tug, o construtor contratado por seu marido antes de sua morte para refazer a varanda da casa. Como a varanda, conforme as melhorias são realizadas, Janie vai se modificando, crescendo, tornando-se mais iluminada. Vai perdendo os locais escuros e quebrados, reconstruindo sua confiança em si mesma e na humanidade. 

“ - A solidão é dolorosa. Mas o sofrimento não é errado em si. É parte da experiência humana, e desse modo, nos aproxima de todo mundo”. (p.118).

O começo da leitura é arrastado e Janie é uma personagem que em alguns momentos é frustrante. 

É uma bela história de superação, fé, confiança e amor. Os parentes de Janie, como seu primo Cormac, sua tia e até mesmo sua mãe, são pessoas de personalidades fortes, em alguns pontos “excêntricos”; mas de coração puro. Os próprios filhos de Janie, uma menina com menos de um ano de idade e um garotinho incrível de quatro anos, irão ensinar a ela a importância do amor. É esse o cenário do livro e são essas pessoas que constroem essa história.

A narrativa se alterna com trechos de um diário escrito em primeira pessoa pela Janie e uma narrativa em terceira pessoa, fazendo com que o leitor acompanhe de perto em alguns momentos os sentimentos mais profundos da personagem. 

Quanto à revisão, diagramação e layout, a editora está de parabéns. Quanto à capa, não foi uma escolha que me atraiu, provavelmente se eu não tivesse lido a sinopse não teria me interessado pelo livro e perdido uma ótima história. 


"Todos sentimos saudades. Eu sinto saudades de meus pais, que descansem em paz. Sinto saudade do meu casamento quando ele era bom. Você não tem de aceitar que as saudades não significam que você tenha de descartar a felicidade". (p. 407)


9 comentários:

  1. Me interessei pelo livro e vou colocar na minha lista!! Sei o quanto é dificil perder alguem que amamos!! Parabens pela resenha!!!

    Bjsssssssss

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  2. Oi, :)

    Concordo; a capa não chamaria a atenção também,. Não a achei bonita nem daquelas que me fazem parar pra ler a sinopse =*

    Mas, lendo sua resenha fiquei interessada. Um livro que se aprofunda em sentimentos como esse é um livro delicado de se escrever... é muito fácil se perder na escrita e eu admiro autoras que realmente conseguem faze-lo. (:

    ~> Beijusss...;*

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  3. Não gostei muita da capa, a novo conceito até que estava dando uma melhorada...mas parece que agora... enfim, não faz o meu tipo leituras que abordem problemas familiares...mas até que eu leria :)

    bjus

    Nome: Hosana Santiago
    Seguidor: Hosana Nanah
    nannahguedes@hotmail.com
    @heynaninha

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  4. Eu nunca tinha prestado atenção nesse livro e não fosse ler seu relato, também me teria passado despercebido. Pra mim, como mãe, tudo fica mais forte quando se envolve família, filhos. Acho que não tem como não se envolver.

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  5. A editora Novo Conceito costuma fazer capas belíssimas, mas essa deixou um pouco a desejar. Não por ser simples, mas por não ser atrativa o suficiente para despertar o interesse no futuro leitor. Não costumo gostar muito de livros com o tema família, a maioria da leitura que envolve o tema costuma ser maçante, ainda mais quando se trata de alguém falecido. Apesar dos pesares, parece ser um livro reflexivo e, pra quem gosta do gênero, rico em conteúdo.

    http://umadosemaisforte.blogspot.com.br/

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  6. Olá Carol!! Tudo bem??
    Acho a capa desse livro fofinha.A história parece bem interessante; vou tentar ler algum dia.
    Parabéns pela primeira resenha.
    Beijinhos e boas leituras.

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  7. Eu comecei a ler, mas dei uma parada, devo retomar a leitura no próximo mês.
    Bjs, Rose.

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  8. Amo livros que trazem temas ligados à fé, superação & Afins. Eles são inspiradores... como tenho um exemplar na estante em breve irei ler ;)

    Beijos,
    Jhey
    www.passaporteliterario.com

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  9. Ainda não o li.... e estava desejando-o. Mas sabe quando a vontade passa e você fica receosa em querer ler? Pois é =/

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