Resenha: O hipnotista - Lars Kepler






Sinopse


O massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a polícia sueca. Os homicídios chamam a atenção do detetive Joona Linna, que exige investigar os assassinatos. O criminoso ainda está foragido, e há somente uma testemunha: o filho de 15 anos, que sobreviveu ao ataque. Quem cometeu os crimes o queria morto: ele recebeu mais de cem facadas e está em estado de choque. Desesperado por informações, Linna só vê uma saída: hipnose. Ele convence o Dr. Erik Maria Bark – especialista em pacientes psicologicamente traumatizados – a hipnotizar o garoto, na esperança de descobrir o assassino através das memórias da vítima. É o tipo de trabalho que Bark jurara nunca mais fazer: eticamente questionável e psicologicamente danoso. Quando ele quebra a promessa e hipnotiza o garoto, uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos tem início”



Eu inicio a resenha comentando que o livro contêm cenas de violência detalhadas, então existem alguns trechos fortes na narração do livro.  “O hipnotista” é escrito por um casal sueco, Alexandra e Alexandre Ahndoril que usam o pseudônimo de Lars Kepler. Antes de começar a minha resenha, eu vou confessar que me senti um pouco enganada com o livro, graças a sinopse dele. O livro realmente inicia com o crime descrito, e ocorre a investigação do caso, mas os autores focam a trama no passado do hipnotista e em sua vida familiar, dando a impressão que o hediondo crime que ocorreu é secundário. Sinceramente, eu preferiria que os autores tivessem dividido os dois casos em livros diferentes para serem melhor explorados. O massacre da família ocorre logo no início do livro, e o detetive Joona entre em contato com o Dr. Bark para que ele hipnotize a única testemunha. O detetive Joona é um personagem “peculiar”. Ele é muito inteligente, aparentemente está sempre certo e deixa claro isso para os seus colegas e chefe. 

O crime cometido foi bem explicado, o seu motivo também (fiquei totalmente assustada com o culpado), mas em certo momento da trama, o foco muda para o Dr. Bark, o hipnotista. Ele é casado e tem um filho de 14 anos, que precisa de alguns cuidados especiais devido a uma doença. Faço uma pausa aqui para comentar sobre os personagens: o hipnotista não me agradou, é um personagem fraco de caráter e um viciado (em alguns momentos parece uma caricatura do House). Sua esposa é um tédio, só sabe reclamar mas não toma nenhuma atitude, e só no final do livro é que ela começa a fazer algo. 

O personagem que se salva nesse núcleo é o garoto, mas ainda assim ele não me cativou completamente. Pois bem, após hipnotizar a testemunha, uma série de eventos (no estilo efeito dominó) irão ocorrer, pois o Dr. Bark não poderia hipnotizar ninguém e o seu passado profissional volta a tona, assim como o pessoal. Os autores inseriram muitos personagens no passado do médico, o que me fez pausar a leitura e tentar lembrar quem era quem, incluiu diversas possibilidades de suspeitos e em alguns momentos, tornou a leitura um pouco confusa.

Ainda assim, o livro não é terrível. Tem os seus momentos interessantes, mas poderia ter sido melhor.


ISBN: 9788580570915
Livro: O hipnotista
Autor(a): Lars Kepler
Tradutor:Alexandre Martins
Editora: Intrínseca
Ano: 2011
Edição: 1
Páginas: 477

1 comentários:

  1. Posso dizer que é um filme muito interessante e bem feito. Eu amo pelícuas e série hipnose porque eles contêm uma grande quantidade de mistério, ea maneira de ser resolvido tudo, mantém você alerta em tudo tempo.

    ResponderExcluir