Resenha: Ligações Proibidas - Cheryl Holt



 Sinopse:

Abigail Weston, uma solteirona resoluta de vinte e cinco anos, está decidida a ver a irmã mais nova casada com um homem de bem. Contudo, a sua falta de experiência com o sexo oposto impede-a de apaziguar os medos da irmã em relação à noite de núpcias – a não ser que se atreva a dar um passo arriscado de forma a aprender o que a intimidade entre um homem e uma mulher implica. No entanto, o único homem em Londres qualificado para a ensinar fá-la desejar algo que ela nunca esperou: experimentar todos os prazeres por si própria... James Stevens – rico, imoral e tremendamente aborrecido com a sociedade londrina – acredita que nada é capaz de chocá-lo. Embora o pedido de Abigail, a explicação verbal dos prazeres da carne, seja um pouco surpreendente, o que o espanta realmente é a sua reacção poderosa em relação à inocência e beleza dela. Um romance entre ambos pode trazer grandes êxtases carnais, mas qualquer coisa mais arruinaria para sempre Abigail. Pela primeira vez na vida, James suspeita que a mera intimidade física nada é quanto comparada ao amor verdadeiro... 



Se eu fosse definir esse livro como uma palavra seria inusitado. E se fosse à autora e precisasse mudar o nome do livro, eu o chamaria de Lições de Sedução, porque esse nome se encaixa como uma luva para esse livro. O livro é simplesmente maravilhoso, sexy, excitante, divertido e apaixonante. Antes de começar a falar sobre a estória, deixa falar um pouco do que já li sobre os costumes da época.

Naquela sociedade, as mocinhas eram introduzidas entre 16 e 17 anos, no que eles chamavam de Debut, e tinham suas primeiras temporadas ainda meninas. Lá elas começavam a procurar um marido, com suas mães casadouras totalmente sem noção, e geralmente se casam até os seus 21 anos, com homens enfadonhos, feios e ricos. Em outros casos, casavam-se com lindos libertinos, cheio de dinheiro e cruéis. Nada disso importava, casamento por amor geralmente não acontecia. O objetivo principal era casar logo antes que passassem da idade. Todas as temporadas mais e mais donzelas apareciam para competir, e quanto mais tarde fosse mais difícil seria arrumar um marido “conveniente”. As mocinhas daquela época eram tímidas, risonhas demais, ingênuas e cansativas. E os homens fugiam delas como diabo foge da cruz. Uma moça nunca dançava mais de duas danças com um rapaz. Uma terceira dança já era sinal de compromisso ou uma reputação manchada. Além disso, essas mocinhas nunca ficavam sozinhas. Quando digo nunca, quero dizer que nunca. Sempre eram acompanhadas por mãe, tias ou aias (empregadas dama de companhia). Sendo assim, sair por ai para bater pernas sozinhas era impossível. Conversar sozinha com um homem era inapropriado e imprevisto, porque se fossem pegos juntos, esse homem teria que se comprometer com a dama para se casar.

Aonde você quer chegar com isso? A nossa estória foge dos padrões estabelecidos e logo de início me intrigou muito por todos esses fatos relatados. A nossa mocinha, Abigail, é uma solteirona, não por ser feia. Pelo contrário. Abigail é linda, voluptuosa e desejável. Contudo aos 17 anos ficou noiva, na sua primeira temporada, e perdeu o noivo. Depois disso, por mais estranha que pareça, ela ficou na casa de campo por anos cuidando da irmã mais nova. A família nem a obrigou a uma segunda temporada e muito menos arrumou um marido a revelia, como era de se esperar. Após tanto tempo longe de Londres, ela vai com a irmã Caroline para acompanhá-la na sua primeira temporada no “tom” e se vê em um dilema terrível... Tem que explicar para a irmã o que acontece entre homens e mulheres.

As duas não têm mãe e Abigail não tem noção do que explicar para a Caroline as coisas práticas dos relacionamentos. E as duas não podem contar com a cunhada para essas coisas. O que seria normal em uma situação como essa? Ela deveria perguntar a qualquer mulher, fosse uma empregada ou uma senhora qualquer. Mas o que Abigail faz? Hum? Ela vai para uma casa de jogos, a procura do mais infame libertino, filho bastardo de um conde, e resolve contratá-lo para ensiná-la sobre sexo. Pode? Pode acreditar que ela faz isso. Para piorar tudo, James, que se sente uma atração irresistível por ela e topa.

Veja bem, James é um homem rico, dono de uma casa de jogos, um conquistador, libertino e vê o sexo apenas como uma fonte de divertimento. Mas no momento que se depara com Abigail algo acontece... Uma atração sexual que nem ele consegue compreender.

Agora me digam, isso é normal? Uma jovenzinha ir até uma casa de jogos, pedir a um libertino que seja o seu tutor sexual e ele libertino, que não tem prazer nenhum com jovens inocentes aceitar? Ela ainda aluga uma casa para os encontros. O que também não é nada que eu achasse possível para uma senhorita.

Gente, eu fiquei muito interessada logo nas primeiras páginas, por mais estapafúrdio que isso pudesse parecer. E o livro não me decepcionou. Essa autora conseguiu se erótica ao extremo, mostrando os pormenores de uma relação, sem ser vulgar, na minha humilde opinião. James se tornou um tutor dedicado e Abby, como ele a chama, uma aluna ávida pelo aprendizado. Nem preciso dizer onde isso foi parar com as aulas teóricas e práticas, né? Acho que é óbvio para qualquer um que foi a fome com a vontade de comer. A coisa não prestou, gerando uma estória extremamente sensual, excitante e que prende o leitor do início ao fim. Aliás, o final desse livro, assim como o início, é o mais improvável possível. Eu nunca imaginaria tamanha ousadia dessa autora, mas ela o fez e de forma brilhante.

Além da estória de James e Abby, temos em paralelo a de Charles e Caroline (irmãos do nosso casal ternurinha) e Edward e Angela (pai e mãe de James), que não deixam nada a desejar. Também terminam de forma inesperada. E tem uma megera, amante de James, que vai por fogo nessa estória, deixando-a ainda mais emocionante.

Sabem qual o resultado disso? Eu não consegui ler nada por dias. A estória é simplesmente fantástica e vai contra tudo o que já li do gênero até hoje. Agora entendem por que o título bem se encaixaria como Lições de sedução? Ele ensinou tudo direitinhos, com todos os pormenores e ela bem que gostou, tornando-se praticamente uma cortesã.


Espero que gostem desse livro. Sinceramente é um dos melhores do gênero que já li. SIMPLESMENTE AMEI!!! Ele merece cinco estrelinhas e até mais. Pena que não posso acrescentar mais um pouco de estrelas. Daria sem pena.

Encontrei uma versão brasileira, lançada pela antiga Nova Cultural chamada Encontros secretos.

Bjus no core

ISBN: 9789895558599
Livro: Ligações Proibidas
Autora: Cheryl Holt
Edição: 2011
Editora: Quinta Essência
Páginas: 384
Onde Comprar: Wook
Avaliação: 5

Edição portuguesa

2 comentários:

  1. Oi Gláucia, tudo bem?
    Só de ver a capa do livro, eu já sabia que iria ser resenha sua rsrsrs....
    Não conhecia o livro, mas anotei o nome dele para o futuro.
    Parabéns pela resenha!
    beijos

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  2. Olá Glaúcia,adorei a resenha e a capa está belíssima

    Interessante a resenha,nossa era difícil para as garotas viverem nessa época,Às vezes os casamentos eram realizados puramente por interesse sem amor,o que devia ter de traição...

    Como será essa atração entre Abigail e James?

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