Divulgação: Entrevistas por Editora Modo

Bom dia amigos, olha que bacana a entrevista realizada pela Editora Modo com designer Marina Avila.
Marina é muito talentosa seu futuro é promissor!




Entrevista com MARINA AVILA, designer





Marina Avila, talentosa e reconhecida por seu trabalho, que por  muitas vezes, este se denomina o sonho de consumo de todo escritor – ter uma capa feita por Marina em seu livro. Parceira da MODO e criadora de diversas capas desta Editora, não poderíamos deixar de entrevistá-la e saber um pouco mais sobre esta Diva, parceira de nossa literatura, a ponto de sabermos um pouco mais sobre sua trajetória.



- Cite um momento em sua infância com ligação à arte.

Creio que toda minha infância foi ligada a arte. Talvez fosse onde eu me escondesse da realidade. Alguns tem amigos imaginários, eu tinha pincéis. Às quintas-feiras eu tinha aula de pintura com uma vizinha, ela dava aula... ela dava aula da vida. Ao invés de brincar de bonecas, meu maior presente sempre foi receber canetinhas, lápis e papel. Gostava de formar revistas com as folhas sulfite, grampeá-las e desenhar dentro. Certa vez imprimi um catálogo da Barbie que tinha feito no Paint, passei cola  no papel (como a laminação brilhante, pensa!) e grampeei tudo. O resultado final acabou eventualmente indo para a lixeira, onde merecia! Hahaha, brincadeira, mas ainda bem que as coisas melhoram depois da faculdade.

- Como foi o caminho rumo ao reconhecimento profissional?

Graças a algumas editoras que acreditaram no meu trabalho e leitores indicando o  portfólio, consegui algum espaço, um nome. O começo foi bem lento, eram poucos trabalhos e imaginava que trabalharia com capas apenas por hobby, que isso nunca viria a se tornar minha profissão. A cada capa acabo deixando mais rastros por aí, como João e Maria. Não creio que já cheguei num reconhecimento grande, ainda é um público pequeno que conhece a profissão, mas com certeza, todos os livros que fiz até hoje estão formando um caminho. - Qual foi, e como foi sua primeira oportunidade de trabalho com as capas? Foi a antologia Tratado Secreto de Magia, da editora Andross. Tinha enviado e-mails  para muitas editoras e o editor decidiu arriscar esse livro comigo. No outro dia um modelo já estava no e-mail dele, de ansiedade pela aprovação. Até hoje é uma das minhas capas preferidas, tive liberdade completa de criação. A Andross também me ajudou muito, por sempre publicar antologias os autores começaram a conhecer meu
trabalho, procurá-lo. 

- Como é ter um retorno fazendo o que se gosta?

É uma satisfação enorme trabalhar com as capas. Mas se quer saber, a satisfação maior é poder acordar no horário que meu corpo precisa. Trabalhei alguns meses numa editora e precisava acordar cedo, entre 6 e 7 da manhã. Muita gente deve gostar, mas para mim é uma pequena tortura. Hoje em dia, certas vezes, acordo as 9 da manhã, outras vezes as 5 da tarde. Essa liberdade é ainda mais satisfatória do que trabalhar com arte. Poder juntar as duas coisas não se pode ser chamado de trabalho, é mesmo quase um estilo de vida! Hahaha...

- Como se sente após o término de um trabalho satisfatório? Como é olhar para um
trabalho maravilhoso e você saber que quem fez aquilo foi você?

É sempre muito bom ver o retorno dos leitores e autores, mas quando o livro sai com a cara que a gente imaginou, esse retorno é mega satisfatório. Fazer a capa de um livro é traduzir uma história de forma gráfica, pode ser bem difícil, às vezes! - Existe alguma tendência, inspiração ou influência nos trabalhos que faz? Antes de qualquer trabalho, uma visita ao Amazon.com é indispensável. As preferências gráficas dos brasileiros estão se tornando muito próximas dos americanos, por isso vários livros são trazidos para cá com a capa original. Compreender essa tendência de acordo com o gênero do livro leva as capas a serem bem aceitas, principalmente pelo público jovem-adulto (hoje conhecido como youngadult). Às vezes, não é o suficiente trazer algo bonito. Precisa, conforme meu antigo chefe, “dar contraste com os outros livros na prateleira”. Isso pode levar algum tempo de pesquisa, inspiração, compreender o que já foi feito e as áreas e estilos ainda pouco explorados, sem fugir do gosto do autor e leitor. São horas e horas buscando boas
fotos nos bancos de imagens.

- Tem algum projeto em desenvolvimento ou em mente. Fale sobre ele.

Sempre gostei de escrever também. Um projeto em mente é um thriller tendo como cenário a segunda guerra mundial. Escrever, porém, é mais complicado e demorado que ser designer. Até agora não consegui ser uma story-teller, ainda estou na fase story-seller hahaha.

- O que falta hoje, como um plus a mais em sua vida profissional?

Seria legal poder trabalhar com as grandes editoras, livros Best Sellers. Mal consigo
imaginar ter meu trabalho estampado nas vitrines de todas as livrarias, seria um
sonho!

- Como é seu dia-a-dia longe das capas? O que faz nas horas de lazer?

Sou uma gamer assumida, a maior parte do tempo longe das capas é jogando algo no PC. Outra coisa que curto muito é a sétima arte. Filmes, histórias... É como viver disso. Minha história é praticamente formada por centenas, milhares de outras. 

- Como você recebe a admiração do público que admira o seu trabalho? Como se
sente com isso?

É fantástico, procuro sempre ver nos blogs se as capas estão sendo aceitas pra ver o  que pode ser melhorado. É legal quando chega num ponto onde algum trabalho é totalmente aceito, de acordo com uma boa história, e essa parceria capista-autor faz uma edição esgotar rapidamente. É um trabalho backstage, os leitores identificam mais o autor e editora, por isso é estranho: na última Bienal de São Paulo algumas pessoas me apresentaram em alto e bom som para que as outras reconhecessem: “Marina Avila, Marina Avila das capas”. Caramba, pessoas que trabalham no computador são introvertidas, não façam isso!

- Gostaria de dizer algo mais ou deixar algum recado ou mensagem a seu público?

Gostaria de agradecer demais aos leitores que acompanham meu trabalho e, aos que
estão conhecendo a profissão de capista hoje, convidá-los a visitar meu site:

CAPAS FEITAS POR MARINA AVILA PARA A MODO EDITORA





Nós da equipe do Mix adoramos a entrevista que a Editora Modo realizou e já nos tornamos fãs da Marina!
Qual leitor não gosta de ter em mãos uma boa estória com uma capa linda e chamativa? Nós adoramos e acredito que vocês também!



Abaixo estamos compartilhando uma entrevista realizada pela Editora Modo ao Editor da Literata. 



                                    Entrevista com Eduardo Bonito da Editora Literata






Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade de entrevistar o editor da Literata, que tão gentilmente cedeu seu tempo para responder essas perguntas.







Editora Modo - Quem é Eduardo Bonito?


Sou escritor, editor chefe da Literata e membro da diretoria da ORDEM CULTURAL DOS HEADBANGERS DO BRASIL- OCHB . Um cara batalhador, transparente e parceiro.


Editora Modo – Em que momento você passou de escritor para editor? Como foi este processo?



Ao tomar um golpe de uma editora, resolvi entender melhor o mercado editorial. O meu intuito era ser autor independente e a coisa deu tão certo que acabei abrindo a minha editora.


Editora Modo – No seu ponto de vista, como está atualmente o mercado editorial nacional?


Tem espaço para todo mundo trabalhar. É complicado, porém, achar bons autores com ideias novas. Outro grande problema é que infelizmente muitas editoras ludibriam autores que sonham ter seus livros editados.


Editora Modo – Qual tipo de leitura você mais aprecia e o que considera um bom livro para ser publicado?


Particularmente gosto de livros de suspense e policial. A meu ver um livro para ser publicado tem que ter bom conteúdo e sempre um diferencial que nos prenda.



Editora Modo – A aceitação dos e-books pelos leitores tem sido cada vez maior. Qual a
sua visão sobre isso? Tem planos futuros de publicar neste formato?


Acho os e-books legais. Eu acredito que eles vieram para ficar no mercado e já estamos analisando a possibilidade de editarmos neste formato.


Editora Modo - O que é a Confraria Fantástica e qual a importância das parcerias?

É um evento que eu sempre sonhei fazer. Foi criado junto com minha grande amiga e parceira Georgette Silen e com a grande ajuda da minha autora Susy Ramone. Além de lançarmos obras inéditas, trazemos autores já conhecidos no meio literário e novos também. Quanto a parcerias todos falam que eu sou o rei das parcerias (risos). Sempre achei válido somar com quem tem humildade e profissionalismo, e claro, respeito por seu colega de trabalho. Nunca enxerguei as outras editoras como minhas concorrentes. Quem me conhece sabe que sempre ajudei a todos e sempre preguei a união sem distinção. Cada um trabalha da maneira que achar melhor. Acredito que cada editora tem que olhar pra si e fazer a sua parte. Pensando desta forma eu busco somar amizades e não diminuir.


Editora Modo – Quais são as suas expectativas quanto ao evento do dia 16 de junho?


Acho que será um grande e divertido evento onde poderei conhecer pessoalmente meus novos parceiros e rever os antigos.


Editora Modo – Fale um pouco sobre os eventos futuros da Confraria. Já tem as datas?


Sim, temos a bienal do livro em SP e estamos analisando as possibilidades de participar de outras bienais. Uma delas será a do Ceará e estamos programando outros eventos e lançamentos de livros.


Editora Modo – Vou deixar este espaço para você falar um pouco sobre as publicações da Editora Literata e deixar um recado para o autor iniciante, que gostaria de ter o seu livro publicado.



Estamos no ramo há cinco anos. Temos um nome a zelar. Graças a Deus batalhamos honestamente e estamos conseguindo alcançar nossos objetivos sempre com coerência, caminhando devagar.

Na editora Literata o autor opina sempre de modo coerente. Nós lidamos com sonhos e eles têm que ser realizados da melhor maneira possível. Quem quer editar seu livro precisa pesquisar muito para fazer algo legal e diferente. Precisa estar pronto para receber críticas, principalmente as negativas, pois ser escritor é dar a cara a tapa. Não é fácil. Outra coisa que oriento é a não sobrevalorizar opiniões de muitos amigos quanto ao que você está escrevendo. Muitas vezes diversos pontos de vista referentes à sua obra atrapalham. Ao terminar o livro passe a um ou dois amigos ou parceiros apenas. Pesquise sempre ao mandar sua obra a  uma editora, se a editora tem CNPJ , selo editorial e peça que envie um livro ou compre para ver a qualidade do material da editora. Fuja de agenciadores. Existem muitas editoras boas no mercado. Basta ter paciência e procurar com cautela. Cuidado, tem muito aproveitador que promete mundos e fundos a autores iniciantes e o sonho acaba virando um pesadelo.

Agradeço a oportunidade,
Eduardo Bonito




Nós do Mix também adoramos um bom suspense policial e também acreditamos que os livros precisam ter um diferencial que nos prenda no meio de tantos temas batidos, além de um excelente conteúdo!

3 comentários :

  1. Carolina Durães08 junho, 2012

    Boa tarde!! Em primeiro lugar, parabéns Marina Avila, suas capas são realmente fantásticas. Algumas vezes eu já cheguei a comprar livros apenas por causa da capa e depois é que eu fui me inteirar da história. E um desses livros foi você quem fez a capa rs. É muito bom ver de uma forma geral, como os autores nacionais estão ganhando destaques e também os talentosos capistas. Vamos continuar divulgando a literatura nacional ! Beijos

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  2. As capas dessa moça são belíssimas. Fiquei realmente impressionada com os trabalhos dela. É por ai que vemos os profissionais que estão por trás dos livros maravilhosos que compramos, temos uma equipe de revisores, a de marketing, diagramadores, de design, editores e assim por diante. O processo é lento e quando os livros chegam até nós vêm perfeitos! Parabéns para esses profissionais!!

    bjs no core

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  3. Interessante essas entrevsta que a Mfo faz, assim possamos conhecer mais os autores e seus enredos.....

    Philip Rangel
    Entrando Numa Fria

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