Quem conta a História - Paula Pimenta


Olá pessoal, é com grande prazer que hoje a coluna Quem conta a história traz ninguém menos que Paula Pimenta, a nossa querida autora da série Fazendo meu filme. Vamos conhecer um pouco da sua estória e de como tudo começou. Lembrando que em setembro tem o lançamento de Minha vida fora de série a nova série que conta como um personagem de FMF e em novembro o meu e o seu tão sonhado Fazendo meu Filme 4 (eu precisoooooooooooo), Mas vamos a nossa história de hoje.


Apesar de já ter tempo de vida suficiente para saber cada detalhe da minha personalidade, ainda me surpreendo. Geminiana que sou, me considero volúvel muitas vezes. Mudo de opinião conforme a lua. Meu humor também é oscilante. Basta ter que ficar em algum lugar, ou ter que fazer algo sem ter vontade, para eu virar um dos meus ídolos, o "Smurf Resmungão", odiando até o céu azul! Infelizmente, algumas pessoas me conhecem exatamente nesta hora da nuvem negra... acabam recebendo alguns raios e indo embora para sempre. Outras, para minha sorte (ou para sorte delas), me encontram em um bom momento... me visto de Poliana e mostro só o que eu tenho de melhor.
Eu tenho um mundo paralelo, pra onde vou quando a coisa fica muito chata. Fujo do sofrimento o quanto posso, mas quando ele me pega, passo horas enclausurada em meu "quarto - castelo encantado - esconderijo", curtindo a tristeza até ela se esgotar e transformar em canções ou poemas.
Ainda escuto músicas infantis, como brigadeiro de colher e leio revistinhas da Mônica. Costumo pensar por escrito. Acho que "quanto mais doce melhor", seja sobremesa, perfume ou pessoas.
Adoro ver filmes de amor, fazer serenatas ao telefone, tomar banho de banheira, ler livros de poesias, comer chocolate no cinema, conversar com meus cachorros, ver seriados, fazer pedidos pra anjos, ouvir várias vezes seguidas a mesma música que me faça lembrar de alguém, passar horas na internet, primeiros-beijos, dias chuvosos, declarações de amor, cantar dirigindo, cantar andando, cantar em qualquer hora ou lugar, sentar com minhas amigas em um café, fazer um som com meu irmão (seja em bares ou em casa), passear em Tiradentes, mpb, pop internacional, cachorros, gatos, peças musicais, jantar com a minha mãe, almoçar com o meu pai, acordar com beijos da Estrela (minha cocker spaniel), dançar músicas dos anos 80, meninos de óculos, colecionar DVDs, luas e estrelas, Disney, fondues de queijo com vinho em noites de inverno.
Odeio acordar cedo, laranja (tanto a fruta quanto a cor), borboletas pretas (bruxas), mato, acampar, água gelada, mosquitos, gente de bom humor constante, gente de mau humor constante, gente pretensiosa, gente sem personalidade, techno-music, levar bolo, sentir dor, amores não-correspondidos, pessoas que prometem e não cumprem, telefones ocupados, vendedoras chatas, engordar, spam, desfazer mala, chefes, marimbondos, música que gruda na cabeça, críticas (inclusive as construtivas), mal-entendidos, sentir saudade, filas, compromissos inadiáveis, despedidas.
Acredito em Príncipe Encantado, podendo ele chegar ou não de cavalo, desde que venha com flores na mão. A primeira coisa que eu noto em uma pessoa é a sua voz. Adoraria ter nascido no século XIX, quando tudo era mais romântico. Não tenho o mínimo senso de direção. Espero poder realizar na vida pelo menos um dos meus sonhos e fazer o possível para realizar também o das outras pessoas. Não sei onde eu vou estar daqui a 10 anos mas espero que eu não perca a esperança e continue a saber o que hoje já sei.

Abaixo entrevista de Paula Pimenta concedida ao Mix Literário em Fevereiro/2011.

Mix: Como surgiu a ideia de Fazendo meu filme? E qual foi sua grande inspiração?

Paula: Em outubro de 2004, exatamente na noite do início de ‘horário de verão’, eu estava no computador e de repente tive a ideia de começar um livro falando exatamente sobre isso: Duas amigas que saíam, mas que tinham que voltar no horário imposto pelo pai de uma delas. Com o adiantar do relógio (devido o início do horário de verão), elas acabavam perdendo uma hora (mais tarde essa passagem acabou virando o segundo capítulo do livro). Quando comecei a escrever, eu não sabia o que viria, só mais tarde é que pensei no tema principal do livro, que é uma adolescente que vê sua vida mudar quando surge a oportunidade de fazer intercâmbio cultural. No processo de preparação para a viagem, ela se apaixona e fica indecisa entre ir para o outro país, ou ficar no Brasil com seu grande amor. Depois que vieram também as características de cada personagem.

Assim como a Fani, eu também fiz intercâmbio, e foi uma época muito marcante pra mim. Então me inspirei um pouco em minha própria vida. Também tirei algumas idéias da vida de algumas amigas. Misturei tudo e virou a vida da Fani!
  
Mix: Se pudesse escolher um filme, qual seria o da sua vida, e por quê?

Paula: Escolheria vários... Eu gosto muito desses filmes em que o protagonista pode voltar no tempo e ajeitar umas coisinhas... Adoro “De repente 30”, “Duas vidas”, “Quero ser grande”... Eu gostaria de ter uma máquina do tempo para poder dar uns conselhos para a Paula do passado... Como isso não é possível, eu escrevo. E, dessa forma, passo a limpo algumas partes da minha vida...

Mix: Em que momento da sua vida você sentiu que esta vivendo uma cena de filme?

Paula: Já tive algumas cenas de filme em minha vida... Lembro de uma viagem que fiz com minha prima, o carro estragou e ficamos as duas paradas no meio da estrada, estava quase anoitecendo, e o celular não estava com cobertura no local... Aquilo não parecia real, parecia um daqueles filmes de terror! Por sorte o celular funcionou e a gente conseguiu ligar para o meu pai e para a seguradora. Outra cena que vivi (agora de um filme de romance) foi quando meu namorado me pediu em namoro. A gente estava na casa de uns amigos, serviram champanhe, a gente foi brindar, e eu perguntei a ele o que a gente iria brindar... Ele disse que era ao nosso namoro... Como a gente ainda não estava namorando oficialmente, eu quase morri! Mas fiz uma cara meio de desentendida, como se achasse que ele estivesse brincando... Ele então perguntou se eu queria ser namorada dele, com todas as letras, e depois (que a champanhe fez efeito) ele ainda ajoelhou na frente de todo mundo e pediu a mesma coisa de novo! Parecia mesmo que eu estava vivendo um “filme de amorzinho” (como diria a Fani)... Estamos juntos até hoje.

Agora, eu realmente me senti no meio de um filme no lançamento de Fazendo meu filme 3, em BH. Estava muito cheio, a fila durou mais de três horas, parecia que eu estava apenas assistindo aquilo, não dava pra acreditar que todas aquelas pessoas estavam ali para me ver, para que eu autografasse seus livros. Foi muito emocionante!

Mix: Como foi ser reconhecida nacionalmente por seus livros?

Paula: Eu acho que eu ainda não assimilei isso… Quando “Fazendo meu filme 1” foi lançado, eu nem de longe imaginava que ele passaria da 1ª edição. Fiquei até meio deprimida um dia depois do lançamento, pensei que meu sonho (de ter publicado um romance) terminaria ali. Quando comecei a receber e-mails de leitores que eu nem conhecia, elogiando e pedindo a continuação, eu fiquei muito feliz, saí mostrando pra todo mundo, imprimi, guardei… Aos poucos os e-mails começaram a ser uma realidade diária e eu percebi que realmente o livro estava se popularizando. Estamos indo pra 5ª edição de “Fazendo meu filme 1”, já foram vendidos mais de 20.000 mil livros, mas ainda hoje eu me alegro com cada elogio, cada e-mail, cada scrap, cada recadinho no twitter… E – como no primeiro livro – ainda fico ansiosa antes do lançamento dos livros novos, com medo de que as pessoas não gostem…

Mix: Qual foi a maior dificuldade encontrada para publicar os livros?

Paula: Certamente foi conseguir uma editora. As editoras têm uma certa resistência quanto a publicar livros de autores iniciantes, pois para elas é bem mais garantido traduzir um livro que já tenha sido sucesso no exterior do que apostar em um escritor que ainda não é garantia de boas vendas. Nas duas primeiras editoras que eu fui, nem quiseram ler o meu livro. O dono de uma delas chegou a me falar inclusive que “adolescentes não lêem livros grossos”! Na época não tinha Crepúsculo ainda, mas tive vontade de perguntar se ele nunca tinha ouvido falar de Harry Potter, pois o sexto volume da série tinha acabado de ser lançado e tinha o dobro do tamanho do meu livro! Na terceira, a dona de lá no começo também não ficou muito interessada, mas quando eu contei do que se tratava o livro (uma garota que resolve fazer intercâmbio, mas que se apaixona no meio do processo de ida), ela resolveu que iria ler. Leu, gostou e publicou (ainda que dois anos depois, pois havia um cronograma de publicações que precisava ser respeitado).

Mix: Sua opinião sobre a juventude de hoje. O que acha que deveria mudar? Afinal, a grande parte do seu público são os adolescentes.

Paula: Eu vejo que as crianças e adolescentes têm amadurecido muito rápido e acho que isso se deve ao ritmo de vida acelerado que as pessoas têm levado. Antigamente, as mulheres não trabalhavam fora de casa e com isso os filhos podiam ser mais dependentes, tudo era mais inocente, sem tanta violência. Atualmente a criança já nasce sabendo dos perigos do mundo, que não pode confiar em qualquer um, tem que ser independente cada vez mais cedo... O mercado de trabalho também está cada vez mais competitivo e isso faz também com que as escolas exijam mais... Eu fico um pouco triste com isso, pois a infância e a adolescência são as fases mais puras e intensas da vida, e os jovens têm virado adultos muito cedo. Se eu pudesse “reger” o mundo, gostaria que as pessoas pudessem curtir mais essas épocas, sem precisar crescer tão depressa, sem precisar ter tanta responsabilidade, afinal, elas vão ter que ser maduras e responsáveis pelo resto da vida...

Mix: Depois da série Fazendo meu filme, você já tem outros projetos?

Paula: Estou escrevendo o primeiro livro da minha nova série, também para adolescentes. Mais pra frente tenho planos de escrever um livro com uma protagonista um pouco mais adulta e outro para pré-adolescentes.

Mix: Qual seu grande desafio hoje?

Paula: Meu desafio atualmente é escrever outra série que agrade tanto quanto “Fazendo meu filme”. E também conseguir que “Fazendo meu filme” vá para os cinemas.

Mix: Se tratando da série, chegou algum momento que você não sabia o que escrever, ou como? Se sim, o que você fez para superá-lo?

Paula: Eu tive muita dificuldade em “Fazendo meu filme 3”. Ele seria, na verdade, o último livro da série (eu tinha planejado para ele o final que terá Fazendo meu filme 4). Porém, ao escrever, eu resolvi aprofundar no namoro da Fani e do Leo, então tive que entrar na questão da sexualidade, e isso foi uma coisa muito delicada, pois eu tenho leitoras de 8 anos de idade... Então tive que conseguir escrever de uma forma que agradasse às leitoras adultas (que são muitas), mas sabendo que crianças também iriam ler... Eu acho que consegui encontrar esse meio termo.

Além disso, têm dias que a inspiração não quer aparecer de jeito nenhum! Quando eu tenho tempo, dá pra deixar pro dia seguinte, mas quando o prazo está curto, tenho que dar um jeito, aí coloco uma música que me inspira, um filme que me emociona.. e aí as ideias acabam surgindo.

Mix: Qual recado que você deixaria para aqueles que estão aguardando Fazendo meu filme 4?

Paula: Fazendo meu filme 4 vai ser o último da série, então estou preparando um final como a Fani merece, com muitos filmes, muitas músicas, muitas surpresas e, especialmente, muito amor! Estou cuidando dela e dos outros personagens com carinho e eu espero que eu consiga atender à expectativa de vocês!

Queria dizer também para aqueles que ainda não estão preparados para se despedir da Fani (eu também não estou...), que eu já comecei a escrever o primeiro livro da minha nova série, que também será lançado esse ano, e a protagonista dele é exatamente uma das personagens secundárias de Fazendo meu filme! Então ninguém precisa ficar triste, nem vai dar pra sentir muita saudade da Fani e seus amigos! :)

Espero que tenham gostado, por que eu simplesmente amei fazer essa entrevista.



10 comentários:

  1. AIAIAIAIAIAI deu vontade de choraaaaaaaar!!! eu nao quero que FMF acabeeeeee =( ja to com saudade da fani, do leo, gabi, natalia, priscila... ahhhhhhhhh nao nao nao! Amei a entrevista, a paula eh muito fofa e com ctz merece todo sucesso do mundo!!!!!

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  2. Eu ainda nao li os livros, mas estou ansiosa pra ler, e essa entrevista só contribuiu achei a autora tao simpatica.
    Eita, ela já esta escrevendo outra serie, estou ficando bem pra tras tenho que me apressar!

    @Jennifer13d

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  3. Quero muito ler os livros da Paula!!!!!!!!!!!
    Own..agora fiquei com mais vontade ainda depois dessa entrevista!!!!!!

    bjus

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  4. Awwwwwwwwwn, paula, amo ela, sou louco por FMF, estou lendo o 3 e amamando. *-*

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  5. Já ví várias pessoas falando
    sobre "fazendo meu filme"
    pena que ainda não tive a oportunidade
    de ler... mas concerteza, eu ainda lerei!
    gostei muito da entrevista!

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  6. Entrevista bacana.. a Paula parece ser super simpática..

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  7. Já ouvi varias pessoas lendo FMF, mais nunca tive a oportunidade de ler...
    Pretendo ler ele urgentemente.

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  8. Ain que fofa!
    Pelo jeito dela da pra perceber que ela parece ser super gente boa, humilde e divertida.
    Nunca li nenhum livro da serie que ela escreve, mas conheço pessoas que amam!
    tenho mt vontade de ler, mas e mt dificil eu encontrar quando em lembro...
    kkk
    bjim

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  9. Own... como ela é fofa! E linda!! Já - sem menosprezar - tô cansada de ouvir falar desse livro e nãop oder lê-lo :'( Tomara que eu encontre na Bienal, cara... Mas ela é muito fofa mesmo... Adorei conhecê-la.

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  10. W.O.W.
    antes de ler eu pensei: pela a escrita e o jeito dela vou saber se os livros são realmente bons!
    ain quando eu comecei a ler pensei: nossa.. eles escreve tãao certinho.. é estranho..
    mas depois.. eu continuei.. e continuei.. e continuei mais! wow, nem percebi que estava lendo um post..
    AMEI seus jeito! sério! me fez querer na hora o livro com voce! e eu: esperar! tem o livro dela! perfeito!
    está decidido! vou ler FMF! *--*
    AMEI o post!
    beijinhos;
    http://addictiveworld.blogspot.com/

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